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Alunos do 9º Ano Recontam a Queda do Muro de Berlim

Pelo quinto ano consecutivo, a atividade dinâmica faz parte da disciplina de História e anima os estudantes

A emblemática cena da queda do muro de Berlim, quebrando as barreiras entre dois blocos econômicos e ainda mais, reaproximando famílias e amigos divididos por dois sistemas foi recontada, de maneira simbólica, pelos alunos do 9º ano do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis. A apresentação da atividade, que faz parte da disciplina de História, aconteceu nesta quinta-feira (23.11) e animou os estudantes durante a aula.

“Essa atividade é para vocês entenderem o que viveram até aqui, nessa situação em que um grupo não podia ter contato com o colega do outro lado. Para entenderem a dificuldade que os alemães passaram por décadas naquela época, com famílias separadas, amigos distantes, sem poder ir para o outro lado. É para vocês aprenderem a ser empáticos com os outros, a se colocarem no lugar dos outros, o que hoje em dia não acontece. Esse muro é uma metáfora das dificuldades que a vida nos impõe sem que a gente queira”, explicou o professor Marcos Levi antes da apresentação.

Durante um mês e meio a turma desenvolveu a questão sobre a Guerra Fria, conhecendo mais sobre os dois sistemas que regeram o período – socialismo e capitalismo –, trabalhando temas ligados ao assunto, como conflito, Plano Marshall, Otan, entre outros. O resultado do trabalho foi a apresentação do momento da queda do Muro de Berlim, feita pela turma de 40 alunos. 

“Gostamos muito da experiência. Esperávamos desde o ano retrasado para participar. Foi muito bom, porque a gente vivenciou, mais ou menos, como era na época um grupo separado do outro. Não tivemos contato com alguns amigos do outro lado, mas também nos aproximamos de alguma pessoas. E dessa maneira é bem mais fácil e divertido entender o que aprendemos em aula”, contaram as alunas Rafaele Conde, de 15 anos, Natália Lopes e Maria Eduarda Pozzato, ambas de 14 anos, que trabalharam no lado socialista.

“É uma maneira mais dinâmica de aprender. Deu para sentirmos a separação. A aula teórica só a gente se distrai. Mas assim é mais dinâmico e mais fácil. É único né”, disse o jovem Arthur Hansen, de 14 anos, que estava do lado capitalista.

Para o diretor do CAUCP, Padre Pedro Paulo, a atividade é um recurso didático para conseguir que os alunos vivenciem, anos depois e de maneira muito breve, o que as pessoas viveram na época com barreiras impostas pela vida.

“O nível de experiência é fantástico, pois se aprende a partir da teoria a vivência, claro que fora do tempo e de uma maneira mais rápida e viva, o que vivenciaram na época. O muro aqui é uma metáfora. Hoje se constroem outros muros. Não de pedras, mas na falta de respeito, a falta de diálogo e tantos outros que impedem uma convivência sadia. Mas que a partir de uma tomada de consciência podem ser superados”, frisa o Padre Pedro Paulo.