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Rua Benjamin Constant, 213 - Centro - Petrópolis/RJ

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Proposta Pedagógica

O novo século se configura como o momento de redefinição de papéis e conduta nas diversas áreas de atuação. Por redefinição de papéis, entende-se uma mudança de olhar, que geralmente se processa de forma critica, para uma direção reflexiva, ampla e aberta. Paralelamente, as ações devem ser compatíveis com o olhar e com todo ato, todo fazer de propiciar crescimento, não só do corpo discente como também do docente, a equipe técnico-administrativa, e todos os que compõem o ambiente escolar.

"Aprender é uma palavra que exprime o grande segredo da vida: transformar toda ação passível de introjeção e reflexão, bem como toda oportunidade de crescimento e desenvolvimento, em ação construtiva. Cada momento de aprendizagem representa a possibilidade de aprender o sentido do conhecimento."

Allessandrini (1996)

Desta forma, o trabalho pedagógico deve ser realizado no equilíbrio e na harmonia do desenvolvimento de cada ser humano. Equilíbrio que gera adequação entre os aspectos afetivos e psicomotores e harmonia para expressar toda produção de conhecimento na vida ao inserir a cada novo momento, um colorido especial no trabalho, nas relações e no viver.

Devido as inúmeras mudanças da sociedade, interferindo na formação de valores, o Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, elaborou seu Projeto Político Pedagógico embasado no compromisso com os valores ético-políticos, na formação de profissionais éticos, competentes, atuando em busca da compreensão e transformação com sabedoria e justiça.

O projeto constitui um pensar detido sobre o rumo que devemos dar ao nosso trabalho, buscando explicitar princípios, diretrizes e procedimentos que assegurem a articulação entre as tarefas da escola e as exigências da sociedade, prevendo objetivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das exigências postas pela realidade social e estabelecendo estratégias para alcançar as metas propostas.

Esta organização do trabalho pedagógico visa à formação de uma equipe de trabalho participativa, que reflita sobre o seu cotidiano e que desencadeie uma ação que forme indivíduos conscientes, críticos, criativos e agentes do seu saber.

O foco na identidade, na educação, é indispensável. Qualquer teoria pedagógica precisa examinar de que modo espera alterar a identidade do estudante. O fim do ensino é que o aluno aprenda a atribuir significados e a agir, socialmente, de modo autônomo. Esse perspectiva exige a aprendizagem de saberes e habilidades, a adoção de valores, bem como o desenvolvimento da identidade pessoal e da consciência de si como um indivíduo que, inevitável e continuamente, deverá julgar e agir. ( MIEDEM e WARDEKKER apud MOREIRA e CÂMARA, 2008 p. 59)

É necessário, portanto, propiciar ao educando uma formação escolar que o torne consciente e crítico, atuante na sociedade em que vive e capaz de transformar sua realidade de formar coerente e justa.

A realidade em que vivemos é extremamente complexa e competitiva. Caminham lado a lado o grande avanço tecnológico e a miséria humana, o que demonstra que o progresso científico nem sempre vem acompanhado da melhoria da qualidade de vida do ser humano e de correspondente progresso ético.

Seria um erro afirmarmos que quanto mais o homem conhece a natureza e desvenda seus mecanismos para usá-los em seu benefício, quanto mais culto e educado ele é, mais se dispõe a praticar o bem. Podemos verificar facilmente no mundo moderno que, apesar de todo o progresso cientifico, de todo o desenvolvimento da tecnologia e das comunicações, mais se pratica a destruição da natureza, a injustiça, a discriminação social, a pobreza e a miséria.

Além disso, o fato de termos, no decorrer deste século, conhecido melhor o universo, através da contribuição das ciências, não diminuíram, mas aumentaram as nossas preocupações. Jamais nos sentimos tão aflitos, tão ameaçados, tão ricos de saber e de ciência e, no entanto, tão carecedores de segurança e tranqüilidade.

A sociedade atual encontra-se, assim, numa profunda crise a qual representa um momento de transição em que novos valores estão sendo estabelecidos em todos os segmentos da sociedade e em quase todas as instituições, de forma a construir um novo projeto social que atenda as necessidades do homem contemporâneo. Podemos caracterizá-la, de certa forma, pela crítica da sociedade moderna e de suas contradições que se revelam na alienação e desumanização constantes do homem, apesar dos intensos avanços científicos e tecnológicos. O que temos percebido no mundo atual é que a mesma ciência que promete a melhoria das condições da vida humana tem-se mostrado perversa em sua utilização, conduzindo-nos a situações de domínio, exclusão, destruição e alienação.

É nesse contexto que, refletindo sobre o papel da educação na realidade atual, apresentamos o Projeto Político-Pedagógico do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis. Aqui expressamos o nosso desejo de contribuir para a construção de um mundo mais justo, mais humano e democrático, em que as pessoas possam viver inspiradas pelos valores de liberdade, solidariedade e respeito mútuo. Essa proposta representa o compromisso do Colégio de Aplicação com uma educação de qualidade que permita a seus alunos participarem de forma ativa e consciente num projeto de sociedade que tenha como valor fundamental, o valor da pessoa humana.

Assim, partimos do princípio de que o homem deve ser entendido na sua condição de pessoa. Isto implica compreendê-lo não só como indivíduo, mas como ser espiritual, capaz de amar e de conhecer tanto o mundo exterior quanto a si próprio e os outros. Essa dimensão espiritual do homem o distingue de todos os outros seres vivos e o caracteriza como um valor em si mesmo. E através de seu aprimoramento enquanto pessoa que o homem se realiza e toma consciência de sua dignidade.

A educação da pessoa deve incluir não só o aprimoramento da razão, para que se atinja a verdade mas, especialmente, o desenvolvimento da sensibilidade, para que se possa conhecer os valores e a orientação da ação, para a promoção da cultura e a modificação da sociedade. A educação considerada de modo abrangente deve atentar para essas três áreas do psiquismo humano: o interligir, o sentir e o agir.

Desta forma, uma educação de qualidade não pode restringir-se ao desenvolvimento racional, mas deve promover o aperfeiçoamento da sensibilidade humana para perceber os valores em suas múltiplas manifestações.

Entendemos portanto, que nem todo conhecimento é racional, existindo aspectos do conhecimento inteiramente inacessíveis a razão, como é o caso dos valores. A sua apreensão implica, necessariamente, uma experiência emocional e, consequentemente, uma resposta positiva ou negativa, uma retificação do agir.

Por outro lado, acreditamos que o conhecimento é sempre provisório, inacabado, não sendo possível chegarmos de imediato à verdade, mas somente por aproximações sucessivas que permitem sua reconstrução. Portanto, os conteúdos trabalhados pela escola contribuem para o desenvolvimento das capacidades do aluno de modo que ele possa ser sujeito de sua própria formação.

Nesse sentido, os conteúdos não podem restringir-se a aprendizagem de conceitos, mas devem levar a compreensão de normas, valores e atitudes que permitam ao educando posicionar-se de forma clara, consciente e eticamente comprometida.

Aqui assinalamos o nosso compromisso com a formação de pessoas que possam exercer sua cidadania e interferir intencional e criticamente na realidade para transformá-la. Sabemos que é através de sua ação que o homem marca a sua presença na história, sendo a cultura nada mais que aquilo que o espírito humano projeta fora de si, modelando a natureza à sua imagem.

O Colégio de Aplicação mantém cursos de educação infantil (Jardim I, II, III e CA), ensino fundamental e ensino médio, funcionando em regime de externato, com frequência mista, em dois turnos: manhã e tarde.

Educação Infantil

A educação infantil no Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis tem por finalidade promover, em suas práticas de educação e cuidados, o desenvolvimento integral da criança de 3 a 5 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, social e moral. 

Ensino Fundamental

Os ensinos fundamental e médio tem por objetivo geral proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, para o exercício consciente da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

O ensino fundamental terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

1. o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

2. a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

3. o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

4. o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Ensino Médio

O ensino médio, etapa final da Educação Básica, com duração mínima de três anos, em consonância com o Art. 35 da LDB, terá como finalidade:

1. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o procedimento de estudos;

2. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamentos posteriores;

3. o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

4. a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

O Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis conta, em seu quadro de profissionais, com 113 professores, a maioria com formação de nível superior, alguns pós-graduados e com mestrado.

O Colégio de Aplicação é administrado por um diretor geral e três diretores adjuntos. A direção é assessorada por um secretário, dois auxiliares de secretaria, quatro coordenadores pedagógicos, dois orientadores educacionais e um psicólogo. Conta ainda, com a colaboração de um coordenador de Educação Física.

Fazem parte da equipe também, 5 inspetores, 4 enfermeiras, 1 vigia (na Buenos Aires), 3 serventes e 18 estagiários.

A direção geral é o órgão executivo do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis que superintende, fiscaliza e coordena toda a administração.

Compete ao Diretor Geral:

1. representar o Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis em solenidade;

2. cumprir e fazer cumprir as leis de ensino, o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade, o presente Regimento Escolar e as normas e instruções baixadas pelas autoridades universitárias, na esfera de suas atribuições;

3. superintender a todos os atos escolares relativos a administração ou ao poder disciplinar;

4. assinar a correspondência e os documentos escolares juntamente com o Secretário;

5. autorizar as matriculas e inscrições;

6. baixar normas e instruções internas, dentro da orientação da Universidade Católica de Petrópolis;

7. enviar, anualmente, o relatório das atividades escolares a Secretaria de Estado de Educação do Estado do Rio de Janeiro;

8. convocar reuniões do corpo docente e discente;

9. receber os relatórios dos Diretores Adjuntos e dos membros da Equipe de Orientação Pedagógica, Educacional e Psicológica;

10. elaborar o seu relatório e remetê-lo a Reitoria;

11. nomear os Coordenadores, ouvidos os Diretores Adjuntos;

12. constituir comissões;

13. aplicar penas disciplinares na forma deste Regimento.

A Equipe de Orientação Pedagógica, Educacional e Psicológica é constituída:

1. pelos Coordenadores Pedagógicos;

2. pelos Orientadores Educacionais;

3. pelo Psicólogo.

Ao Coordenador Pedagógico compete:

1. participar da elaboração do piano global da escola, assessorando a administração na definição das diretrizes pedagógicas;

2. orientar os professores na elaboração dos pianos de ensino de modo a garantir a finidade de planejamento pedagógico e fazer cumprir o cronograma de atividades;

3. aprovar a bibliografia didática e paradidática a ser utilizada no colégio e sugerir o enriquecimento do acervo das bibliotecas;

4. acompanhar a execução dos pianos de trabalho, estimulando e orientando adequadamente os professores.

5. prestar assistência técnica e metodológica ao trabalho docente, acompanhando o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem;

6. desenvolver projetos e atividades extraclasse que favoreçam a criatividade, o espírito científico e habilidades especiais aos jovens e que forneçam subsídios para seu encaminhamento profissional;

7. promover, orientar e articular a interdisciplinaridade;

8. propor atividades de aperfeiçoamento e treinamento para os professores;

9. promover contato e troca de informações entre os demais membros da Equipe visando ao aprimoramento das condições de aprendizagem dos alunos;

10. orientar e acompanhar o processo de adaptação curricular dos alunos transferidos;

11. atender alunos e pais em suas necessidades;

12. encaminhar à Direção Geral o relatório anual de suas atividades.

Ao Orientador Educacional compete:

1. realizar, juntamente com os membros da Equipe. a recepção e as entrevistas por ocasião da matricula inicial do aluno, promovendo o intercâmbio de informações;

2. orientar o aluno no âmbito educacional, proporcionando-lhe condições de conhecer-se, se e integrar-se social e pessoalmente;

3. possibilitar aos professores maior conhecimento dos educandos, oferecendo condições para o desenvolvimento de uma relação mais positiva com os alunos;

4. orientar a formação de hábitos de estudo e promover atividades preventivas com relação a possíveis desajustamentos que possam manifestar-se no ambiente escolar;

5. acompanhar os processos de recuperação e avaliação dos alunos;

6. proporcionar ao educando o conhecimento de suas habilidades e possibilidades, orientando-o na escolha profissional e promover esclarecimentos sobre as profissões e o mercado de trabalho;

7. detectar problemas educacionais e encaminhar o educando para a devida assistência, mantendo a Equipe informada;

8. participar dos conselhos de classe prestando as informações solicitadas;

9. manter atualizadas as informações de seu arquivo para a consulta da equipe;

10. apresentar o relatório de suas atividades anuais a Direção Geral do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis.

Ao Psicólogo compete:

1. promover a saúde organizacional de modo a favorecer a cooperação e a colaboração entre os profissionais da escola, bem como a motivação e o entusiasmo para com o trabalho;

2. realizar, juntamente com Os membros da Equipe, a recepção e as entrevistas por ocasião da matricula inicial do aluno, promovendo o intercâmbio de informações;

3. verificar, através de testes e técnicas especificas, as aptidões vocacionais e os interesses do educando, de modo a colaborar com o processo de orientação vocacionai, numa ação conjunta com a Equipe;

4. realizar entrevistas, orientação e aconselhamento junto as famílias e aos membros da comunidade escolar;

5. investigar as possíveis causas dos problemas de aprendizagem apresentados pelos educandos e sugerir a Equipe estratégias que possibilitem soluções;

6. encaminhar os alunos que necessitem de assistência especial a serviços apropriados, informando a Equipe;

7. participar dos conselhos de classe prestando as informações solicitadas;

8. manter atualizado o arquivo de informações psicológicas para o uso exclusivo da Equipe.

Compete ao Professor:

1. ministrar aos alunos formação integral;

2. cumprir fielmente a orientação pedagógica, didática e disciplinar do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, bem como as normas emanadas de sua direção;

3. ministrar integralmente o programa de sua disciplina, com pontualidade e assiduidade;

4. zelar pela disciplina da classe e colaborar com os demais professores e a direção do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis em favor da disciplina geral;

5. colaborar com a Equipe de Orientação Pedagógica, Educacional e Psicológica no que disser respeito a conduta e ao aprimoramento do aluno;

6. registrar, no diário de classe, a freqüência dos alunos, a matéria lecionada e as observações que se fizerem necessárias;

7. ministrar aulas de recuperação;

8. atribuir os conceitos dos alunos, registrando-os no diário de classe;

9. tomar parte em comissões para as quais a sua colaboração tenha sido solicitada;

10. participar das reuniões de sua área e do conselho de classe;

11. prevenir a Direção sobre faltas inevitáveis, de modo a propiciar eventuais substituições;

12. respeitar o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade, o presente Regimento Escolar e as demais normas determinadas pelas autoridades escolares;

13. lavrar os seus conceitos em ata especial, quando não comparecer aos conselhos de classe, ate vinte e quatro horas antes de sua reunião;

14. participar e preparar, no período de planejamento, a sua programação para o próximo ano letivo;

15. colaborar nas atividades extraclasse.

Compete aos alunos:

1. tratar com respeito os Diretores, Professores, Auxiliares da Administração e os demais alunos;

2. obedecer as determinações do Estatuto e do Regimento Geral da Universidade, deste Regimento e das Autoridades da Universidade e do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis;

3. ser assíduo, pontual e aplicado em todas as suas obrigações escolares;

4. apresentar-se devidamente uniformizado em todas as atividades escolares, salvo autorização da Direção;

5. observar a orientação pedagógica e disciplinar estabelecidas neste Regimento ou nos Regulamentos aprovados pelo Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis;

6. freqüentar as aulas de recuperação no horário próprio;

7. apresentar a Direção as justificativas das ausências, atrasos e saídas antecipadas;

8. porta-se de acordo com as normas da boa educação e da moral;

9. colaborar com a Direção na limpeza, na preservação do patrimônio do Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, (e ou propriedade particular) obrigando-se a reparar os prejuízos causados;

10. participar das atividades extraclasse;

11. executar os trabalhos e os serviços que lhe forem propostos e entregá-los nos prazos marcados;

12. aguardar dentro de sala a chegada do professor para o inicio das aulas;

13. assistir as aulas com o material necessário;

14. freqüentar as atividades escolares com a sua documentação regularizada.

O Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, ao propor educação humanista e cristã, voltada para o aperfeiçoamento da sensibilidade, pretende ultrapassar a pratica de transmissão de conhecimentos e comprometer-se com o desenvolvimento de atitudes frente a realidade. Busca contribuir para a formação de pessoas capazes de posicionarem-se critica, responsável e construtivamente nas diferentes situações sociais, capazes de reconhecerem-se como valor, como sujeitos históricos e transformadores, os quais possam compreender a complexidade do mundo em que vivemos. Isto implica o desenvolvimento de valores, mas também de conteúdos que permitam desenvolver as capacidades necessárias a uma efetiva participação social.

O que percebemos é que a educação tem contribuído, pela forma como organiza, distribui e trabalha os conteúdos, para a formação de indivíduos altamente informados e especializados, mas incapazes de aplicarem seus conhecimentos na vida, de relacioná-los entre si e de compreenderem sua importância para o seu próprio processo de desenvolvimento.

Ao propor uma educação da pessoa, expressamos o nosso desejo de ultrapassar a concepção fragmentada do mundo a qual transforma os homens em objetos destituídos de consciência própria e altamente manipuláveis, contribuindo para integrar o homem no universo complexo em que vive, fazendo-o participar da história de sua sociedade a medida em que vai construindo sua própria história.

Acreditamos que uma educação de qualidade, voltada para o aperfeiçoamento da pessoa, deva não só incluir conteúdos que possibilitam a compreensão e a critica da realidade, por parte do educando, mas que permita articulá-los entre si, superando as fronteiras que inibem, reduzem e fragmentam o saber.

O que pretendemos é favorecer uma prática educacional vinculada ao cotidiano em que ela ocorre e a partir da qual se possa refletir sobre os problemas complexos, amplos e globais da realidade atual. Essa postura implica procurar superar a fragmentação imposta pela falta de comunicação entre as disciplinas escolares.

A concepção pedagógica em que acreditamos preocupa-se em oportunizar atividades significativas do cotidiano a consciência baseada na interação, na busca da verdade, da realização humana, do respeito, da solidariedade, da responsabilidade, do senso critico e criatividade, para uma educação transformadora do ser humano e do meio em que está inserido.

Ela tem como pressuposto o enriquecimento e o desvelar dos dons de cada indivíduo pela aplicação do seu talento em atividades estimulantes e ampliadoras de seus horizontes.

Procura entender o ser humano como agente de seu destino, de sua própria historia, analisando a vida presente e objetivando um futuro mais aprimorado, com competência, compromisso político e social.

O conhecimento é considerado como conjunto de verdades relativas e estas são condições fundamentais para que o ensino seja significativo e atenda as necessidades de formação em uma sociedade dinâmica e complexa.

O Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis tem como grande objetivo propiciar ao aluno condições para que busque a realização humana, descobrindo o valor do SER. Há a preocupação de que o aluno construa o seu saber e que a sua aprendizagem se dê através da experiência.

A educação é um aperfeiçoamento contínuo, é a perene busca da plenitude, aprimorando a razão e o sentimento em busca do equilíbrio no agir humano. Há a preocupação quanto a instauração de valores como uma conseqüência de uma escolha feita, tendo como base uma hierarquia de valores que conduza a pessoa a liberdade, ao respeito pela pessoa, a posse de si mesmo, a autodeterminação.

O papel do educador no Colégio de Aplicação é a influência positiva junto as novas gerações, orientando o educando para que desenvolva as suas potencialidades, preparando-se para que no futuro comporte-se como uma pessoa atuante. Também existe a preocupação com a formação integral da pessoa e busca-se atuar sobre o sentir, o entender e o agir humano, o crescimento pessoal se dão na instância do valor e não do ser e vai manifestar-se por um aumento da liberdade, partindo-se para a construção do Eu Transcendental.

A tarefa da Administração é interpretar os objetivos propostos pela Instituição e transformá-los em ação através do planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis dos diversos setores, a fim de atingí-los. Sua estratégia baseia-se na motivação, atendimento as necessidades humanas básicas, dinâmicas de grupo, comunicação e liderança. O administrador, eminentemente humanista, está voltado para os aspectos psicológicos e sociológicos da Instituição.

No caso do educando, sua resposta ao processo educativo se dá de acordo com sua natureza humana, a qual transcende o puramente natural, embora não o deixe de conter. Como essa transcendência só se dá através de sua atuação, temos que, neste processo, a resposta do aluno a ação transformadora do trabalho humano (ação principalmente do professor, mas que inclui todos os demais elementos envolvidos na atividade educativa) só pode dar-se através da participação ativa no processo, ou seja, através de seu desenvolvimento emocional, racional e agir humano.

A avaliação, nesta Instituição, considera a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada socialmente, a de introduzir as crianças e os jovens no mundo da cultura e do trabalho; tal objetivo social não surge espontaneamente na experiência dos mesmos, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e o controle por parte do professor. Por outro lado, a relação pedagógica requer a interdependência entre influências extremas e condições internas dos alunos; o professor deve organizar o ensino, mas o seu objetivo é o desenvolvimento autônomo e independente dos alunos.

A avaliação é um processo contínuo pelo qual o grupo verifica se os objetivos, definidos conjuntamente, estão sendo atingidos através das metodologias e atividades desenvolvidas no contexto concreto. Ela acontece sistematicamente durante todo o processo de ensino-aprendizagem, por meio da interpretação qualitativa do desenvolvimento do aluno e do conhecimento por ele construído. Esta contínua comparação entre objetivos, metodologia e contexto, ensejará o reencaminhamento das atividades do grupo (quando a metodologia e os temas desenvolvidos se demonstrarem inadequados para a realização dos objetivos) ou a reformulação dos objetivos (quando a caminhada revelar necessidades e problemas não percebidos anteriormente).

Ao definir seu Projeto Político-Pedagógico, o Colégio de Aplicação da Universidade Católica de Petrópolis, assume como valor fundamental o valor da pessoa humana em sua dignidade.

Conseqüentemente, propõe uma educação ética que crie condições para a construção de identidades, que se constituam pelo desenvolvimento da sensibilidade e pelo reconhecimento do direito a igualdade, orientando as condutas para que respondam as exigências de nosso tempo.

Todo homem enquanto pessoa, constitui um valor em si mesmo. Uma educação comprometida com o aprimoramento pessoal deve respeitar o homem em sua dignidade, repudiando qualquer tipo de discriminação.

Ao destacar o valor da pessoa, o Colégio de Aplicação elege também como valores a liberdade, a responsabilidade, a justiça e a verdade.

Liberdade - Uma educação comprometida com a liberdade deve oferecer instrumentos que permitam o desenvolvimento da autonomia, do pensamento próprio e da reflexão. O aperfeiçoamento da pessoa implica a eleição livre e consciente de valores que possam satisfazer as necessidades pessoais.

Responsabilidade - O desenvolvimento da liberdade implica em um aumento de responsabilidade pelo outro, pela natureza e pela sociedade. Ser responsável significa reconhecer-se como autor de seus atos aceitando suas conseqüências. Isso só é possível mediante o desenvolvimento de relações de autonomia e de participado que promovam a capacidade de discernimento dos valores e justiça.

Justiça - A justiça é um valor fundamental para a formação da pessoa. É uma virtude moral que implica o reconhecimento do direito do outro. A elaboração do conceito de justiça e seu aprimoramento se dá nas relações entre a pessoa e o outro e, neste aspecto, a escola desempenha um papel fundamental: cabe a ela favorecer a vivência de situações em que a justiça esteja presente e a compreensão, por parte do educando, de seus direitos e deveres.

Verdade - 0 homem é carente de verdade. No seu processo de crescimento pessoal, busca o conhecimento, o transcendental, o ideal, Deus - que é a vivência da sabedoria, do amor e da felicidade.

 

Colégio de Aplicação da UCP

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